Neste domingo (11), o acusado de assassinar um homem, de 39 anos e colocar o corpo em uma mala e jogar no Lago Paranoá, identificado como Felipe Cirilo, foi preso após troca de tiros no Itapoã.
Três homens que estavam em um carro trocaram tiros com policiais militares do 20º Batalhão, por volta das 3h30 deste domingo (11). Um dos suspeitos foi baleado, uma arma de fogo foi apreendida e os outros suspeitos conseguiram fugir.
A Polícia Militar recebeu informações que três homens em um veículo VW/Gol haviam efetuado disparos de arma de fogo, na quadra 29, próximo de um supermercado. Os policiais intensificaram o patrulhamento na região e conseguiram visualizar o veículo. Foi dada ordem de parada, mas o condutor desobedeceu e acelerou o carro. Em seguida, os ocupantes do carro efetuaram disparos contra a viatura policial que revidaram.
O veículo foi seguido até a QL 5 do Itapõa onde o condutor colidiu contra uma fogueira e cadeiras que estavam sendo utilizadas em uma festa, vindo a lesionar algumas pessoas e matar um cachorro que estavam no local.
O motorista perdeu o controle e colidiu contra o meio fio. Os ocupantes desceram e continuaram a fuga a pé. Um deles invadiu uma casa e chegou a ameaçar o morador com a arma de fogo. Ele pulou o muro e conseguiu fugir pelos telhados. Outro suspeito conseguiu fugir e um deles foi detido no local do acidente.
Felipe Cirilo foi detido e levado ao Hospital de Base para receber atendimento pois estava ferido.
A arma de fogo, um revólver calibre 38 com duas munições intactas, duas deflagradas e uma picotada (falhou), foi encontrada na proximidade do local do acidente.
A ocorrência foi registrada na 6º Delegacia. Felipe, tem passagens pela Polícia por porte ilegal de arma de fogo e homicídio.

Corpo encontrado em mala no Lago Paranoá
Felipe cumpriu pena no Complexo Penitenciário da Papuda por homicídio duplamente qualificado, corrupção de menores e ocultação de cadáver. Em 2016, ele confessou ter matado Ivonilson Menezes da Cunha. À época com 20 anos, Felipe contou que espancou, asfixiou, matou e colocou a vítima dentro de uma mala. Depois disso, arremessou o objeto na Ponte Honestino Guimarães. Em depoimento, o autor afirmou ter sofrido abuso do homem quando adolescente.
A Polícia Civil do DF levou cerca de dois meses para identificar os autores. Segundo informações da época, Ivonilson foi sufocado com um saco plástico, teve os pés e as mãos amarrados com fita adesiva e teve o corpo descartado na Ponte Honestino Guimarães, dentro de uma mala. No interior da bagagem, ainda foi encontrado um teclado de comprador, doces e preservativos. O objetivo seria passar a mensagem de que a vítima era um pedófilo. Um adolescente também foi apreendido na época por participação no assassinato.
Com informações da PMDF e Correio Braziliense








