Dois adolescentes são investigados por planejar ataques contra duas escolas do Rio Grande do Norte. Os dois suspeitos são primos, sendo que o mais novo, de 14 anos, mora em Itumbiara (GO) e o mais velho, de 15, vive em Campo Redondo (RN). É o terceiro caso do tipo em Goiás noticiado neste ano.
A invasão das escolas era planejada por mensagens de celular e seria realizada, segundo a polícia, durante uma visita que o primo de Goiás faria ao primo do Rio Grande do Norte.
As polícias civis dos dois estados trabalharam juntas para identificar os dois adolescentes. Os investigadores foram até as casas dos suspeitos e os pais dos adolescentes apresentaram os filhos nas delegacias.
Mensagens no celular de um deles confirmam o planejamento do crime que seria cometido com bombas caseiras conhecidas como “coquetel molotov”. Em uma das mensagens, o suspeito diz “Não ‘pô’, matar todo mundo. Menina, menino”. Na sequência, ele questiona em que escola deve ser cometido o crime e sugere que seja escolhida a que ele se matricular.
De acordo com a polícia, os jovens já haviam, inclusive, escolhido pela internet as roupas que usariam durante o massacre e estavam na fase de planejamento, para testar os equipamentos que usariam. Após o crime, a dupla planejava cometer suicídio.
A operação foi coordenada pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB), que faz parte da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Também houve participação da Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI).






