o ano letivo de 2026 começa a ganhar forma na rede pública do Distrito Federal com duas frentes de reforço nas escolas: a chegada de 3 mil novos professores efetivos e a convocação em curso de milhares de docentes temporários, os chamados substitutos. O objetivo é simples e ambicioso: iniciar as aulas com professor em todas as turmas.
O planejamento também passa pelo calendário escolar. O cronograma estabelece o início das aulas em 12 de fevereiro e o encerramento em 21 de dezembro.
Os efetivos que chegam agora foram aprovados no concurso regido pelo Edital Normativo nº 31/2022 e se somam a outros 5.239 já nomeados pela Secretaria de Educação do DF (SEEDF). A distribuição dos novos quadros leva em conta estudos técnicos de cada coordenação regional de ensino, número de matrículas e particularidades pedagógicas das unidades.
Ao mesmo tempo, a SEEDF acelera a chamada dos professores substitutos, peça-chave para cobrir licenças, afastamentos e outras carências temporárias. Até 28 deste mês, os convocados devem enviar documentação pelo Sistema de Peticionamento Eletrônico (Sispe), sem necessidade de deslocamento até as regionais. Quem estiver em estabilidade provisória será atendido em 29/01, antes da etapa de escolha de carências, marcada a partir de 03/02.
Esses profissionais temporários integram o programa Carência Zero, criado para padronizar e agilizar o preenchimento de vagas em sala de aula. A meta é que as 14 coordenações regionais sigam os mesmos critérios e prazos, evitando turmas descobertas nos primeiros dias de aula. A secretaria alerta que o professor que recusar ou não bloquear uma das carências ofertadas volta automaticamente para o fim da lista de convocação.
Do lado dos efetivos, as nomeações contemplam principalmente Atividades, Educação Física, Língua Portuguesa e Artes, mas também reforçam áreas como Língua Inglesa, Ciências da Natureza, Matemática, Filosofia, Sociologia e Libras. Há ainda vagas em campos técnicos como Informática, Enfermagem, Administração, Arquitetura e Radiologia, além de outras formações específicas da educação profissional.
Entre 2019 e 2024, mais de 12,3 mil profissionais foram nomeados para a rede pública, em um esforço de recomposição marcado por aposentadorias e expansão da oferta de vagas. Somente em 2024 foram 4.433 nomeações, número que zerou o cadastro reserva do último concurso.








