Rede de saúde mental do DF ganhará quatro novos CAPS

Fotos: Antonio Pinzan/Novacap

Esta época do ano, marcada por metas e novas oportunidades, também costuma trazer à tona sentimentos de ansiedade, luto e pressão cotidiana, temas que movimentam a campanha nacional Janeiro Branco. Nesse cenário, os centros de atenção psicossocial (Caps) desempenham um papel essencial. São unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), de caráter comunitário e acolhedor, que oferecem suporte e acompanhamento para pessoas passando por dificuldades emocionais intensas, incluindo problemas relacionados ao uso abusivo de álcool e drogas, com uma equipe multiprofissional dedicada à continuidade do tratamento e à reintegração social.

Para a subsecretária de Saúde Mental da Secretaria de Saúde (SES-DF), Fernanda Falcomer, o Caps é o equipamento mais estratégico de atendimento especializado em saúde mental. “Por ser um serviço de portas abertas, ele é o elo direto entre a comunidade e o cuidado especializado. Quando uma pessoa entra em crise ou precisa de suporte contínuo, ela não pode encontrar barreiras. Ao ampliarmos o número de Caps em nossa rede, estamos derrubando essas barreiras e assegurando que o acolhimento chegue antes do agravamento do quadro”, afirma.

Para garantir a eficiência desses centros, é indispensável que as unidades tenham instalações adequadas, ambientes acolhedores e estrutura técnica compatível para atender a equipes e usuários com qualidade. É nesse contexto que a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), em parceria com a SES-DF, se destaca ao transformar planejamento e engenharia em equipamentos públicos capazes de ampliar o acesso aos serviços de saúde mental e a melhorar a qualidade do atendimento.

Atualmente, o Distrito Federal conta com 18 unidades de Caps, distribuídas por todas as regiões de saúde. A distribuição é feita com base no perfil populacional e na complexidade do cuidado necessário em cada área. Carlos Alberto Spies, diretor de Planejamento e Projetos da Novacap, lembra que o Janeiro Branco convida a priorizar a saúde mental durante todo o ano.

“Do ponto de vista da infraestrutura, isso significa oferecer espaços adequados para acolher com dignidade, segurança e humanização. Quando a Novacap participa da implantação de um Caps, estamos contribuindo para que o cuidado especializado esteja acessível perto das pessoas, com estrutura adequada para equipes e pacientes, fortalecendo assim a rede pública de atenção psicossocial”, afirmou.

Novos Caps para a população

Por meio da Novacap, o Governo do Distrito Federal (GDF) investe, atualmente, em dois novos centros que tiveram as obras iniciadas no 1º semestre de 2025, totalizando um investimento de R$ 7,3 milhões. No Gama, está sendo construída uma unidade (Caps III), localizada no Setor Norte da cidade, com aporte de R$ 3,68 milhões. Já no Recanto das Emas, está sendo construído o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) no Setor Hospitalar, com investimento de R$ 3,61 milhões. A previsão de conclusão de ambos os centros é ainda no 1º trimestre de 2026.

Além disso, dois outros Caps, com obras previstas para iniciarem em 2026, contemplarão as regiões de Ceilândia e de Taguatinga, com investimentos que ultrapassam R$ 10 milhões

Na região administrativa de Ceilândia, na QNN 27, Área Especial D, será implantado um Caps Infantojuvenil, com investimento estimado em R$ 4,94 milhões em uma estrutura de 608 m² em um terreno amplo, de 79.688 m². No local já estão alocados outras instalações de saúde, como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Hospital do Sol.

O projeto contempla sala de acolhimento, ambientes para enfermagem e administração, farmácia, banheiros feminino e masculino e áreas de convivência interna e externa com jardins. Esse modelo de atendimento visa a promover intervenções precoces e acompanhar casos em fase de desenvolvimento, evitando complicações mais graves no futuro.

Já em Taguatinga, no Setor L Norte, na EQNL EQ 1/3, Lote 1, será construído um Caps Álcool e Outras Drogas, com previsão de investimento de R$ 5,38 milhões para uma área construída de 741 m² em um terreno de 4.800 m².

O projeto prevê enfermarias feminina e masculina, salas de medicação e enfermagem, espaços administrativos, refeitório e cozinha, vestiários, áreas de convivência e jardins internos. A futura unidade busca oferecer um ambiente acolhedor e funcional, essencial para o acompanhamento clínico e psicossocial de quem enfrenta problemas relacionados ao uso de substâncias psicoativas.

“A ampliação da nossa rede de atenção psicossocial é prioridade para o nosso governo. As obras que estão sendo entregues e as que terão início em breve representam a garantia de mais acesso e, sobretudo, mais dignidade para cada cidadão que precisa de atendimento especializado em saúde mental”, finaliza Falcomer.

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