DF inaugura Complexo de Telessaúde e promete levar especialistas as UPAs do DF

Fotos: Alberto Ruy/IgesDF

Nesta quarta-feira (21/01), começou a funcionar oficialmente o primeiro Complexo de Telessaúde da rede pública do Distrito Federal, uma estrutura que promete mudar a experiência de quem procura as Unidades de Pronto Atendimento. A partir de agora, crianças e adultos que chegam às UPAs passam a contar com apoio remoto de médicos especialistas, em diferentes áreas, sem sair da unidade onde foram acolhidos.

Idealizado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o complexo consolida a teleassistência como uma política permanente dentro do SUS no DF. A proposta é combinar tecnologia, monitoramento em tempo real e equipes dedicadas para organizar melhor os fluxos, reduzir o tempo de espera e ampliar a resolutividade dos atendimentos, especialmente em períodos de alta demanda por causa das doenças respiratórias.

Na inauguração, a vice-governadora Celina Leão ressaltou que a telessaúde já se tornou uma ferramenta de gestão da rede como um todo.

“Hoje temos o monitoramento de 100% das filas e dos atendimentos realizados nos nossos hospitais. A telessaúde amplia o número de atendimentos, reduz filas e gera ganho de eficiência de quase 40% na assistência. Até março, todas as UPAs do DF contarão com teleatendimento, garantindo mais acesso, eficiência e dignidade para a população.”

O Complexo de Telessaúde foi projetado para operar de forma integrada com todas as UPAs do DF, oferecendo tanto teleconsulta com o paciente quanto teleinterconsulta entre médicos da linha de frente e especialistas dos grandes hospitais. A estrutura reúne 14 baias individuais, com isolamento acústico, privacidade e estabilidade tecnológica, o que garante segurança para a conversa clínica e confiabilidade na transmissão dos dados.

Embora a teleconsulta pediátrica seja uma das primeiras a ser destacada, o desenho do projeto é mais amplo: o centro conecta profissionais das UPAs a equipes de especialidades diversas em unidades como o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria e o Hospital Cidade do Sol. Esse apoio remoto permite discutir exames, ajustar condutas, evitar transferências desnecessárias e dar mais segurança à tomada de decisão dos médicos que estão na ponta.

De acordo com a gestão, a teleconsulta não substitui o atendimento presencial, mas reorganiza a jornada do paciente. Casos de menor complexidade podem ser avaliados por vídeo e receber alta de forma mais rápida, liberando leitos e profissionais para quadros mais graves. Em situações que exigem acompanhamento especializado, a teleinterconsulta entra em cena, aproximando o especialista da UPA em questão de minutos, mesmo que ele esteja fisicamente em outro hospital.

Durante a cerimônia, Celina Leão reforçou o caráter estratégico da iniciativa para o SUS no DF.

“Essa entrega une inovação, planejamento e sensibilidade social. Investir em telessaúde é organizar a rede e fortalecer o cuidado com quem mais precisa. O Distrito Federal segue avançando para se tornar referência em eficiência, inovação e humanização no SUS.”

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