Operação mira quadrilha que aplicava golpes bancários em idosos no DF

Foto: Divulgação/PCDF

Na manhã desta quinta-feira (22/01), uma operação contra golpes bancários mirou um grupo suspeito de enganar idosos e movimentar centenas de milhares de reais em transferências fraudulentas. A ação teve alvos na capital paulista, mas tem como ponto de partida crimes cometidos no Distrito Federal. Pelo menos dez vítimas já foram identificadas, com prejuízo superior a R$ 500 mil.

A Operação Falsa Central foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor). O foco é desarticular uma quadrilha especializada no golpe conhecido como “falsa central de banco”, em que criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras. A investigação começou após uma idosa do DF perder sozinha R$ 212,5 mil em menos de uma semana.

Segundo as apurações, o grupo ligava para as vítimas fingindo ser do setor de segurança ou jurídico do banco e mantinha a pessoa na linha por longo período. Nesse contato, orientava que ela fosse até um caixa eletrônico e realizasse transferências sucessivas, supostamente para “bloquear compras suspeitas” ou “rastrear débitos irregulares”. Em alguns casos, os golpistas ainda convenciam a vítima a contratar empréstimos de alto valor para, em seguida, desviar todo o montante.

dinheiro retirado das contas era distribuído em empresas de fachada e contas de laranjas, num esquema planejado para dificultar o rastreamento do fluxo financeiro. A partir da análise de vestígios cibernéticos e bancários, os investigadores chegaram ao núcleo financeiro e aos responsáveis pela lavagem dos recursos. Ao todo, 12 integrantes da organização criminosa já foram identificados e serão indiciados.

A Justiça expediu três mandados de prisão e oito de busca e apreensão, cumpridos em endereços na capital paulista, além de determinar o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de imóveis e veículos de alto valor e a suspensão de atividades de empresas ligadas ao esquema.

Até o momento, dois mandados de prisão foram cumpridos, com apreensão de computadores, celulares e carros de luxo. Cerca de 60 policiais participaram da operação, que teve apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP).

Os investigados vão responder por estelionato qualificado pelo uso de meio eletrônico, violência psicológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 24 anos de reclusão. As investigações continuam para localizar outros integrantes do grupo e identificar novas vítimas no Distrito Federal.

Políticas de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.