A síndica de um prédio em Samambaia foi ameaçada e agredida por duas moradoras após a decisão do condomínio de individualizar a cobrança da conta de água. A medida havia sido aprovada em assembleia e o caso agora é investigado pela Polícia Civil.
Segundo a síndica Cristina Valente, os problemas começaram quando os moradores foram informados de que técnicos da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) iriam ao local para concluir o serviço. Uma das moradoras passou a impedir o trabalho da equipe e a fazer ameaças, algumas delas registradas em vídeo. No mesmo dia, a mulher teria esperado a síndica na portaria por cerca de três horas, o que levou Cristina a acionar a polícia por medo de sair sozinha.
Com receio de novas intimidações, a síndica passou a evitar circular desacompanhada e a pedir ajuda de vizinhos e familiares. No entanto, durante uma nova visita da Caesb, na última quinta-feira (15), a situação se agravou. Imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que a moradora se aproxima da síndica, que acompanhava os técnicos, e inicia as agressões.
Nas gravações, a agressora puxa o cabelo de Cristina enquanto a filha tenta contê-la. Em seguida, no entanto, a própria filha também parte para cima da síndica, que é perseguida até o estacionamento do prédio, onde as agressões continuam. Após o episódio, Cristina voltou à delegacia para registrar um novo boletim de ocorrência.
De acordo com moradores, o condomínio, que tem 15 andares e 143 apartamentos, acumulou cerca de R$ 60 mil em dívidas com a Caesb ao longo dos últimos anos. Para evitar o aumento do débito, a individualização da conta de água foi aprovada em assembleia realizada em 2024. Uma das moradoras contrárias à medida teria alegado que o valor da conta individual poderia chegar a cerca de R$ 500 devido ao consumo elevado em sua unidade.
Por causa das agressões, os técnicos não conseguiram concluir o serviço, e uma nova visita da Caesb ainda não tem data definida.
Para tentar resolver a situação, o condomínio convocou uma nova assembleia para a próxima segunda-feira (26), que será realizada de forma virtual. Na pauta, estão possíveis medidas judiciais contra as moradoras envolvidas, incluindo a possibilidade de afastamento delas do prédio.







