Nesta quinta-feira (22/01), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou que, até o momento, não há indícios de participação de outros profissionais de saúde nas mortes de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. As investigações apontam exclusivamente para três técnicos de Enfermagem já presos pelo caso.
De acordo com fontes ligadas à apuração, os únicos suspeitos pelos homicídios são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22. Eles foram detidos em operação da PCDF e seguem recolhidos enquanto o inquérito avança. Investigadores reforçam que, até aqui, nenhum outro funcionário do hospital foi implicado.
“No início, investigamos várias pessoas. Todas foram descartadas. Do hospital, já descartamos todo mundo que estava trabalhando. Só se depois aparecer alguma coisa nos celulares envolvendo alguém de fora”, afirmou uma fonte da investigação. A análise de dados de aparelhos telefônicos segue como uma das principais frentes de trabalho da polícia.
O caso veio à tona em 23 de dezembro de 2025, quando a PCDF recebeu uma denúncia considerada atípica: o próprio hospital comunicou suspeitas de assassinatos dentro da UTI cometidos por técnicos de Enfermagem. A partir daí, prontuários, escalas de plantão, registros internos e imagens de câmera passaram a ser vasculhados para reconstruir a rotina da unidade no período sob suspeita.
As vítimas identificadas até agora são João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, 75, professora aposentada. Eles não se conheciam, moravam em regiões diferentes do DF e tinham perfis distintos. O ponto em comum é o período de internação na mesma UTI do Hospital Anchieta, entre novembro e dezembro do ano passado.
Em paralelo, a PCDF também cruza essas informações com o histórico profissional dos investigados. No caso de Amanda Rodrigues de Sousa, por exemplo, já se sabe que ela trabalhou por curto período no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) durante a pandemia, após aprovação em processo seletivo. Até o momento, porém, não há qualquer indício de crimes ligados a essa passagem, e o foco da apuração permanece na atuação da equipe na UTI do Anchieta.
O inquérito segue sob sigilo, e a polícia não detalha a dinâmica dos supostos homicídios para não atrapalhar as diligências. A expectativa é de que novas perícias, laudos e quebras de sigilo ajudem a esclarecer como as mortes teriam sido provocadas e qual teria sido a participação individual de cada técnico.







