Piloto que agrediu jovem em briga no DF foi denunciado por outra agressão meses antes

Foto: Reprodução

Preso após agredir um adolescente de 16 anos durante uma briga motivada por um chiclete, Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, já havia sido denunciado por agressão meses antes do caso.

De acordo com registro da Polícia Civil do DF (PCDF), no dia 28 de junho de 2025, Pedro teria agredido outro jovem em uma praça de Águas Claras. Conforme o boletim de ocorrência, a vítima estava sozinha quando o piloto chegou ao local acompanhado de quatro amigos. O motivo do confronto teria sido um desentendimento antigo envolvendo a então namorada de Pedro.

Ainda segundo o registro policial, após cerca de dez minutos de conversa, o piloto afirmou que estava “tudo certo”. No entanto, quando a vítima virou de costas para ir embora, foi atingida por um soco na costela e caiu no chão. Já caída, o jovem teria sofrido um golpe conhecido como mata-leão e vários socos no rosto. A vítima conseguiu evitar o enforcamento e não reagiu por medo de ser agredida pelos demais presentes. As agressões duraram cerca de cinco minutos e só terminaram após amigos do piloto o retirarem de cima do rapaz. O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia (Águas Claras).

Liberdade provisória

Pedro Arthur Turra Basso foi preso pela 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) após a briga ocorrida na noite de quinta-feira (22/1), mas teve a liberdade provisória concedida pela Justiça do Distrito Federal no sábado (24/1), após audiência de custódia, mediante pagamento de fiança no valor de R$ 24 mil.

A agressão mais recente ocorreu na Rua 6 de Vicente Pires, quando Pedro se envolveu em uma briga com um adolescente de 16 anos. Segundo a investigação, a confusão começou após o piloto jogar um chiclete mascado em um amigo do menor, que reagiu verbalmente. Imagens gravadas por testemunhas mostram os dois trocando socos e chutes até o momento em que o piloto acerta um golpe no rosto do adolescente, que bate a cabeça em um carro e perde as forças.

Gravemente ferido, o jovem foi levado ao Hospital Brasília, em Águas Claras, onde permanece internado, intubado e em estado gravíssimo. De acordo com familiares, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória por cerca de 12 minutos. A escola onde o adolescente estuda informou, em nota, que o quadro de saúde é “extremamente delicado” e considerado “irreversível”.

O piloto deve responder por lesão corporal grave, podendo haver mudança na tipificação do crime conforme a evolução do estado de saúde da vítima.

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