A maternidade do Hospital Regional do Gama (HRG) passa por uma renovação que promete impacto direto na rotina de mães, bebês e equipes de saúde. A unidade, que é referência em obstetrícia no Distrito Federal, está recebendo novos equipamentos e mobiliário nos 45 leitos, elevando o padrão de conforto e segurança no atendimento às famílias.
Os quartos estão sendo gradualmente equipados com novas camas, berços, poltronas para acompanhantes e mesas de refeição hospitalar. A modernização facilita o trabalho das equipes e torna a permanência das mães mais acolhedora, especialmente no pós-parto imediato, quando o vínculo com o recém-nascido e o apoio da família são fundamentais.
Na assistência aos bebês, o destaque fica para o tratamento da icterícia neonatal, condição comum nos primeiros dias de vida e caracterizada pelo amarelamento da pele em razão do excesso de bilirrubina no organismo. A maternidade agora conta com oito novos aparelhos de fototerapia, que ajudam a reduzir os níveis dessa substância no sangue por meio da exposição controlada à luz, acelerando a recuperação e reduzindo o tempo de internação.
Outro reforço importante é o biliCheck, equipamento não invasivo que mede a bilirrubina sem necessidade de perfurar a pele do bebê. Basta aproximar o aparelho do peito ou da testa para obter um resultado imediato, o que evita coletas repetidas de sangue, diminui o desconforto e permite decisões clínicas mais rápidas e seguras.
Os investimentos acompanham a dimensão do hospital na rede pública. Em 2025, mais de 3,5 mil bebês nasceram no HRG, segundo dados preliminares do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc). Quase 80% das mães tinham endereço registrado em Goiás, reforçando o papel regional da unidade no atendimento obstétrico a moradores do Entorno e do Distrito Federal.
Terceiro colocado no ranking de hospitais com maior número de nascimentos, atrás apenas dos hospitais regionais de Santa Maria (HRSM) e de Ceilândia (HRC), o HRG consolida-se como ponto estratégico da rede. A combinação de novos equipamentos, leitos renovados e tecnologias menos invasivas tende a qualificar ainda mais o cuidado com gestantes e recém-nascidos, em uma região de alta demanda por serviços de saúde materno-infantil.







