Justiça nega pedido de renúncia de advogados de técnico preso por mortes em UTI

Foto: Reprodução

A Justiça do Distrito Federal negou, nesta quarta-feira (28/1), o pedido de renúncia apresentado pelos advogados Marcus Eduardo Miranda Martins e Gabrielle Vieira Santana, que atuam na defesa do técnico de enfermagem Marcos Vinícius da Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos. Ele está preso sob suspeita de envolvimento na morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga.

A solicitação para deixar a defesa havia sido protocolada pelos advogados na terça-feira (27/1). No entanto, ao analisar o pedido, a magistrada responsável pelo caso entendeu que não foram cumpridas as exigências legais. A juíza citou o artigo 112 do Código de Processo Civil, que determina que o advogado comprove que comunicou formalmente o cliente sobre a renúncia, além de permanecer na representação por até dez dias após o aviso.

Segundo a decisão, não houve comprovação de que o investigado foi informado sobre a intenção dos defensores de se retirarem do processo. Com isso, os advogados deverão continuar atuando na defesa até que seja apresentado um novo pedido, acompanhado da prova de notificação ao acusado.

Marcos Vinícius está preso suspeito de participar da morte de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta. As vítimas foram identificadas como João Clemente Pereira, de 63 anos; Marcos Moreira, de 33; e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. Em manifestação anterior, a defesa afirmou que não existe sentença condenatória nem decisão judicial que reconheça a prática de crime por parte do investigado, além de negar informações divulgadas sobre a vida pessoal dele.

O hospital informou, em nota, que o técnico teria agido de forma intencional e criminosa. Além disso, Marcos Vinícius foi acusado por uma colega de trabalho, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, também investigada no caso, de tentar matá-la enquanto ela estava internada na UTI após uma cirurgia. Segundo relato, os dois mantinham uma relação extraconjugal.

As investigações começaram após o próprio hospital comunicar a polícia sobre situações consideradas atípicas envolvendo pacientes da UTI. A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Anúbis no dia 11 de janeiro, quando foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em endereços no DF e no Entorno.

A apuração teve nova fase no dia 15 de janeiro, com mais prisões e apreensões de aparelhos eletrônicos. A polícia busca esclarecer como ocorreram as mortes, a participação de cada investigado e se há envolvimento de outras pessoas. Todas as mortes registradas durante os plantões dos técnicos presos serão analisadas pela PCDF.

Políticas de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.