Um piloto da LATAM Airlines foi preso dentro do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (09/02), durante uma operação da polícia que investiga uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a prisão faz parte da Operação Apertem os Cintos, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia. O piloto, identificado como Sérgio Antônio Lopes, 60 anos, foi detido temporariamente ainda a bordo de uma aeronave, no pátio do aeroporto, em cumprimento a mandado judicial. Ele é investigado por suspeita de estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes, além de produção e compartilhamento de material de pornografia infantil, uso de documento falso e aliciamento de menores.
A investigação começou em outubro de 2025 e, segundo a SSP-SP, já identificou ao menos três vítimas, com idades entre 11 e 15 anos, que teriam sido submetidas a situações de abuso e exploração ao longo de vários anos. Os investigadores apuram a atuação de uma estrutura organizada, com divisão de funções e aliciamento sistemático de meninas em situação de vulnerabilidade.
Na mesma operação, a polícia cumpriu pelo menos mais um mandado de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista e em Guararema. Entre os presos está uma mulher de 55 anos, avó de três menores, suspeita de participar do esquema ao supostamente “vender” as netas ao piloto, conforme a apuração da delegacia responsável.
Os mandados de busca têm como foco a apreensão de celulares, computadores, mídias digitais e outros materiais que possam comprovar o compartilhamento de imagens, conversas e possíveis registros de crimes sexuais. Todo o conteúdo recolhido será periciado para auxiliar na identificação de outras vítimas e de eventuais novos integrantes do grupo.
As autoridades ressaltam que as prisões são temporárias e que as investigações seguem em curso. O objetivo é desarticular a organização criminosa, responsabilizar todos os envolvidos e, principalmente, garantir proteção às vítimas já identificadas e a possíveis outras crianças e adolescentes atingidos pelos crimes.
A Secretaria de Segurança Pública reforça que denúncias de violência ou exploração sexual contra menores podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais da polícia, como o Disque 100, o Disque 180 e o telefone 190, além das delegacias especializadas.









