Nesta terça-feira (10/2), o Distrito Federal se prepara para um Carnaval com reforço na segurança em todas as regiões, com atenção especial às áreas de grande concentração de foliões no Plano Piloto e nas demais cidades. O policiamento será ampliado durante todos os dias de festa, do início dos eventos até a dispersão do público.
A atuação ficará a cargo da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que montou a Operação Carnaval 2026 com camadas sucessivas de segurança, combinando patrulhamento a pé, viaturas e equipes especializadas. Segundo o chefe do Departamento de Operações da corporação, coronel Wesley Santos, a estratégia não reduz o atendimento de rotina: a operação de Carnaval é planejada à parte, sem comprometer o policiamento diário nas regiões administrativas.
O planejamento começou ainda antes da virada de 2025 para 2026, com reuniões, análises de cenário e definição de protocolos. Cerca de 200 oficiais serão responsáveis pelo comando das frações de tropa no terreno, apoiados por informações de inteligência e análise de dados sobre fluxo de pessoas, horários críticos e histórico de ocorrências dos anos anteriores.
Nas ruas, a PMDF empregará policiamento motorizado e a pé, além de efetivos de unidades especializadas como Patamo, Rotam, Policiamento Montado e Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães). Esses grupos atuarão principalmente nas linhas de revista, pontos de bloqueio e áreas de acesso aos eventos, com foco na identificação e apreensão de armas brancas, armas de fogo, munições e drogas antes que cheguem aos circuitos de Carnaval.
A corporação também vai reforçar a presença em estações de metrô e na Rodoviária do Plano Piloto, em parceria com órgãos de mobilidade. A ideia é acompanhar o deslocamento em massa de foliões, principalmente na chegada e na saída dos blocos, reduzindo riscos de arrastões, furtos e conflitos em ambientes de grande circulação.
Um dos pontos centrais do planejamento é a proteção das mulheres durante a folia. A PMDF vai operar a Sala Lilás Itinerante, espaço de acolhimento voltado a vítimas de violência de gênero em meio ao Carnaval. No local, equipes especializadas do Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid) farão escuta qualificada, orientação e encaminhamento aos serviços da rede de proteção do Governo do Distrito Federal.
A Sala Lilás será integrada a outros órgãos públicos, permitindo que casos de importunação sexual, agressão ou ameaças recebam resposta rápida, com registro adequado e apoio psicológico e jurídico quando necessário. A proposta é combinar atendimento humanizado com ações preventivas, incentivo à denúncia e acompanhamento das vítimas, para que episódios de violência não sejam normalizados como parte da festa.
Em paralelo, a Operação Carnaval 2026 incorpora mais tecnologia ao monitoramento das ruas. Drones com câmeras termais e transmissão em tempo real serão usados para observar grandes concentrações de público, identificar movimentações atípicas e orientar o reposicionamento de equipes em campo. Sistemas integrados de identificação também permitirão localizar pessoas com mandado de prisão em aberto durante abordagens e revistas.







