PCDF prende traficantes que debocharam da polícia após operação na Feira do Rolo

Fotos: Reprodução

Neste domingo (15/02), em Samambaia Norte, policiais prenderam suspeitos de tráfico de drogas que haviam debochado das forças de segurança nas redes sociais após uma megaoperação na chamada Feira do Rolo. As detenções ocorreram uma semana depois da primeira ação, justamente no dia em que os criminosos haviam prometido “voltar à ativa” no mesmo local.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), as prisões foram realizadas por equipes da 26ª Delegacia de Polícia (26ª DP), que já monitoravam os perfis usados para provocar a corporação no Instagram depois da Operação Ílion. A ofensiva anterior havia desarticulado um esquema de tráfico que atuava na Feira do Rolo, na Quadra 419 de Samambaia Norte, onde o espaço funcionava, segundo as investigações, como um verdadeiro ponto concentrador de venda de drogas.

Logo após a operação do domingo anterior (08/02), começaram a surgir comentários em tom de deboche no perfil oficial da PCDF. Em um deles, um usuário escreveu: “Domingo que vem nois [sic] tá lá de novo”, insinuando que o comércio ilegal seguiria normalmente. A resposta da polícia foi direta e irônica, no mesmo tom: “‘Nois vai’ tá lá também. A gente se vê”.

Em outra mensagem, um homem tentou minimizar o impacto da ação, comentando: “Domingo que vem é estralo na maconha. Adianta de porra nenhuma. Não pegou todos, tamo [sic] aí online”. Mais uma vez, a corporação reagiu com firmeza e sarcasmo institucional: “Opa, bom saber!”. As interações não ficaram apenas no campo virtual e foram usadas como ponto de partida para o avanço das investigações.

Segundo a PCDF, a Operação Ílion foi deflagrada por volta das 9h de 8/2, com apoio da 32ª DP, 27ª DP e unidades especializadas, incluindo uso de helicóptero, cães farejadores e diversas viaturas. O objetivo era atingir uma associação criminosa que havia transformado a Feira do Rolo em um centro de compra e venda de entorpecentes.

A partir dos comentários nas redes sociais, os investigadores aprofundaram o cruzamento de informações, associando perfis, apelidos e rotinas dos suspeitos já identificados no inquérito. Com isso, conseguiram localizar e prender, neste domingo (15/02), os envolvidos que se vangloriavam publicamente de continuar no crime, mesmo após a megaoperação.

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