O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos manifestou preocupação com “ameaças contra instituições como o Supremo Tribunal Federal” (STF) no dia 7 de setembro e está “acompanhando a situação de perto”.
O comunicado informa que a entidade não poderá enviar uma missão de observação ao Brasil, mas reiterou, por meio de seu Escritório Regional para a América do Sul, “a importância de proteger o direito à liberdade de reunião pacífica, bem como suas preocupações com casos de discurso de ódio contra povos indígenas e ameaças contra instituições como o Supremo Tribunal Federal”.
A ONU foi acionada na semana passada pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), que também contatou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O Conselho solicitou o monitoramento das manifestações pró-governo, principalmente de São Paulo e de Brasília, as únicas que tiveram a presença confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro.
O colegiado disse ainda que a ameaça à democracia no país é “iminente” e afirma que “além de ameaçarem que não haverá eleições presidenciais em 2022, ao passo em que se aproxima a data comemorativa da Independência do Brasil, 7 de setembro, setores antidemocráticos amparados pelo presidente da República têm propagado ameaças de um golpe de Estado”.
Devido ao curto período de tempo entre a denúncia e a realização das manifestações, a CIDH também não irá enviar uma equipe internacional para o Brasil. Embora não tenha nenhum poder prático, o acompanhamento internacional pode afetar negativamente a imagem do presidente Jair Bolsonaro na comunidade internacional.
As manifestações ocorrerão uma semana antes da viagem de Bolsonaro para Nova Iorque, onde irá fazer o discurso de abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas.
Com informações do Pleno News








