Nesta terça-feira (17/02), o deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) criticou publicamente a atuação do também distrital Fábio Félix (PSOL) durante a abordagem policial no Bloco Rebu, no Setor Comercial Sul, em Brasília, episódio marcado por confusão, uso de spray de pimenta e discussão em torno da atuação da Polícia Militar.
Segundo Roosevelt, a postura de Fábio Félix ao tentar intervir na ação policial foi “lamentável e abusiva”. Nas redes sociais, o parlamentar do PL afirmou ver no episódio mais um caso de abuso de autoridade por parte de uma figura pública. Ele comparou a atitude do colega à clássica expressão “você sabe com quem está falando?”, sugerindo que o mandato teria sido usado como instrumento de pressão sobre os agentes de segurança.
De acordo com o relato citado por Roosevelt, a operação teve início após cães farejadores da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) identificarem entorpecentes em uma tenda do bloco. Na sequência, uma das coordenadoras do evento teria tentado impedir a abordagem, o que resultou na prisão dela por desacato e obstrução, conforme versão apresentada pela corporação.
Foi nesse contexto que o deputado Fábio Félix se aproximou, alegando arbitrariedade na ação e tentando mediar a situação. Durante a confusão, ele foi atingido no rosto por spray de pimenta disparado por um policial militar. Em seguida, o parlamentar deu voz de prisão ao agente, apresentando-se como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e afirmando que levaria o caso às instâncias competentes.
Roosevelt Vilela defendeu que Fábio Félix tem o direito de registrar sua versão dos fatos na delegacia e solicitar apuração, mas destacou que o deputado também deverá responder por sua própria conduta no episódio. Para ele, autoridades eleitas precisam agir de forma a fortalecer a confiança nas instituições, e não tensionar o trabalho das forças de segurança em meio a grandes eventos como o Carnaval.
O distrital do PL aproveitou para parabenizar a PMDF pelo que classificou como profissionalismo e moderação na ocorrência, ressaltando a importância da cooperação entre sociedade civil, organizadores de blocos e forças de segurança para garantir a ordem pública e reduzir riscos para os foliões.





