Agentes deflagraram, na manhã de quinta-feira (26/02), uma nova ofensiva contra um grupo especializado em golpes virtuais que vinha atuando a partir do Distrito Federal e de outros estados, usando a imagem de parlamentares para enganar vítimas e arrancar dinheiro por meio de transferências instantâneas.
De acordo com as investigações, a quadrilha se organizava em diferentes “células” e criava perfis falsos em aplicativos de mensagens, e-mails e redes sociais utilizando fotos e informações públicas de deputados e ex-deputados residentes em Brasília. A partir dessas contas, os criminosos se passavam por familiares em situação de emergência — como supostos acidentes ou problemas de saúde — e pressionavam as vítimas a fazer depósitos imediatos, principalmente via PIX.
O uso indevido da identidade de autoridades dava aparência de legitimidade às conversas e aumentava o poder de convencimento do grupo, reduzindo a desconfiança de quem recebia as mensagens. Em muitos casos, as vítimas acreditavam estar ajudando alguém próximo e realizavam os pagamentos sem checar a origem do pedido.
Os elementos já reunidos apontam para a prática dos crimes de falsa identidade, estelionato mediante fraude eletrônica, associação criminosa e possível lavagem de capitais, com penas que, somadas, podem ultrapassar 20 anos de reclusão. A análise do material apreendido deve ajudar a rastrear o fluxo do dinheiro, identificar outras vítimas e mapear todos os integrantes da organização.
O nome “Falsa Tribuna” faz referência direta à estratégia do grupo, que explorava a credibilidade associada a figuras do Parlamento para dar lastro às abordagens criminosas. A PCDF reforça a orientação para que qualquer pedido de transferência de recursos seja sempre confirmado por outro canal antes de ser atendido, especialmente quando envolver situações emergenciais relatadas por mensagens.








