A Suprema Corte do México declarou nessa terça-feira (7), em uma votação unânime considerada histórica, que punir o aborto é inconstitucional.
A decisão no país, de maioria católica, vem na esteira de medidas para descriminalizar o aborto em nível estadual, embora a maior parte do país ainda tenha leis duras em vigor contra mulheres que interrompem a gravidez. “Com este critério unânime, a partir de agora não se poderá, sem violar o critério da corte e da constituição, processar mulher alguma que aborte”, declaro o presidente da corte, Arturo Zaldívar.
No mesmo momento, os Estados Unidos (EUA), por outro lado, acabam de aprovar leis mais duras contra a prática. 
Uma série de estados norte-americanos aprovaram medidas recentemente para restringir o acesso ao aborto. Na semana passada, o Texas aprovou a lei antiaborto mais dura do país, depois que a Suprema Corte dos EUA se recusou a intervir.
A decisão mexicana considerada uma vitória para defensores de direitos das mulheres e direitos humanos, abre portas e pode levar mulheres de estados norte-americanos como o Texas a decidirem viajar para o sul da fronteira para realizar a prática.











