Israel lançou um ataque contra o Irã na madrugada deste sábado (28/02), decretou estado de emergência em todo o país e empurrou o Oriente Médio para uma nova escalada militar. O governo israelense classificou a ação como ofensiva preventiva, enquanto os Estados Unidos confirmaram participação direta na operação.
De acordo com a agência Reuters, o presidente americano Donald Trump afirmou que forças dos EUA estão envolvidas em “grandes operações de combate” em território iraniano, com o objetivo, segundo ele, de proteger a população norte-americana e reagir a “ameaças iminentes” do regime de Teerã. O movimento praticamente enterra, por ora, as expectativas de uma solução diplomática para o impasse em torno do programa nuclear iraniano.
Horas depois, o conflito ganhou um novo capítulo. O Irã respondeu ao ataque conjunto de Israel e Estados Unidos lançando mísseis contra instalações militares norte-americanas no Oriente Médio. Um oficial dos EUA confirmou à CNN que uma base da Marinha americana no Bahrein, sede da Quinta Frota, foi atingida.
A mídia estatal iraniana informou que ao menos quatro bases norte-americanas foram alvo de disparos da Guarda Revolucionária Islâmica: a base aérea de Al Udeid, no Catar; a base de Al Salem, no Kuwait; a base de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos; além da estrutura naval no Bahrein.
Mais cedo, sirenes de alerta aéreo já haviam soado em diversas regiões de Israel após a detecção de mísseis lançados em direção ao país, e explosões foram registradas na área de Haifa, no norte do território israelense. As Forças de Defesa de Israel anunciaram o acionamento de seus sistemas de defesa e mantêm estado de prontidão.
Com ataques e contra-ataques em poucas horas, a tensão cresce e aumenta o temor de que o confronto se transforme em um conflito regional de grandes proporções, envolvendo diretamente bases americanas e ampliando o risco para países vizinhos.











