Justiça mantém preso homem que matou ex e levou corpo à delegacia no DF

Foto: Reprodução.

A prisão de Wellington de Rezende Silva, 43 anos, suspeito de matar a ex-companheira Luana Moreira, 41, em Planaltina, foi transformada em preventiva pela Justiça do Distrito Federal nesta terça-feira (10/3). O motorista de aplicativo seguirá preso enquanto o caso é investigado.

De acordo com o processo, Wellington abordou Luana na região do Jardim Ruiz, onde ela estava morando, com a justificativa de conversar e tentar reatar o relacionamento. Os dois entraram no carro dele e, ainda durante o trajeto, começaram a discutir. A manicure afirmou que não queria voltar e que não desejava mais contato com o ex-companheiro.

No depoimento à Polícia Civil, o investigado contou que parou o veículo, segurou a vítima pelo pescoço até deixá-la tonta e, em seguida, pegou uma faca que mantinha escondida debaixo do tapete do carro. Ele relatou que atacou a ex-mulher com um golpe no pescoço. Peritos identificaram também ferimentos nas costelas e na orelha de Luana.

Assista ao depoimento:

O próprio Wellington admitiu que já havia levado a faca ao carro por ciúmes, acreditando que a ex estaria se relacionando com outro homem. Segundo o delegado responsável pelo caso, o suspeito falou em “ciúmes intensos” como motivação para o crime.

Após perceber que Luana não reagia mais, o motorista escondeu a faca novamente no interior do veículo e dirigiu até a 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina, com o corpo da vítima no banco do passageiro. No local, ele se entregou e foi preso em flagrante.

Na audiência de custódia, a defesa tentou anular o flagrante alegando que ele havia se apresentado espontaneamente à polícia. O juiz rejeitou o argumento, destacou que Wellington chegou à delegacia logo após o crime e considerou que a situação se enquadra nas hipóteses previstas para prisão em flagrante.

Ao justificar a manutenção da prisão, o magistrado ressaltou a gravidade do feminicídio, a forma como o crime foi praticado e o risco que a liberdade do acusado representa para a sociedade. Segundo a decisão, nenhuma medida alternativa — como uso de tornozeleira ou obrigação de comparecer periodicamente à Justiça — seria suficiente para garantir a segurança pública e a confiança nas instituições.

Com a prisão convertida em preventiva, Wellington permanecerá detido enquanto a investigação avança e o Ministério Público prepara a denúncia que deverá levá-lo a julgamento pelo feminicídio de Luana.

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