O deputado distrital Hermeto se pronunciou nesta quinta-feira (12/03) depois de ter o nome citado em uma apuração do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios sobre um contrato de locação ligado à Secretaria de Educação. Na nota divulgada, o parlamentar rejeitou qualquer tentativa de associá-lo à gestão do acordo e afirmou que não tem participação na execução de contratos administrativos do Executivo.
A manifestação foi construída justamente para rebater a vinculação do nome dele ao caso. Hermeto sustenta que a responsabilidade por contratos firmados pela Secretaria de Educação cabe exclusivamente ao governo, e não ao mandato parlamentar. Ou seja: na versão apresentada por ele, não há ingerência do gabinete sobre aluguel, contratação ou administração desse tipo de despesa.
Ao explicar a atuação do mandato na área da educação, o deputado destacou que os recursos indicados por ele ao longo dos últimos sete anos foram destinados por meio do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF). Esse modelo repassa verbas diretamente às escolas para pequenos reparos, manutenção e melhorias na estrutura física das unidades. Segundo Hermeto, mais de 60 escolas públicas do Distrito Federal foram beneficiadas com esse tipo de apoio no período.
Na tentativa de afastar qualquer dúvida sobre o destino do dinheiro, o parlamentar ressaltou que o PDAF não pode ser usado para pagamento de aluguel. Por isso, argumenta, seria impossível que emendas ou recursos ligados ao seu mandato fossem aplicados em contratos de locação. Na nota, ele reforçou esse ponto ao declarar: “Os recursos destinados para a educação foram aplicados em reformas, manutenção e melhorias nas escolas públicas. Nenhum centavo foi usado para aluguel.”
Hermeto também afirmou que permanece à disposição para colaborar com as autoridades e disse confiar no trabalho das instituições responsáveis pela apuração. A fala busca conter o desgaste político provocado pela citação de seu nome no contexto da investigação, deixando claro que, segundo sua versão, os recursos encaminhados à educação tiveram outra finalidade e não guardam relação com o contrato sob análise.







