PCDF prende trio apontado como principal receptor de fios de cobre furtados no DF

Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) avançou nesta quinta-feira (13/03) sobre uma das pontas que sustentam o mercado ilegal de cobre no DF: a receptação.

Na segunda fase da Operação PowerCut, investigadores localizaram e prenderam três dos principais receptadores de fios furtados na capital, grupo apontado como peça-chave para manter o escoamento desse material e alimentar uma rede criminosa que atinge diretamente serviços públicos e infraestrutura urbana.

Os presos são dois homens, de 40 e 46 anos, e uma mulher, de 38, donos de estabelecimentos de reciclagem na região de Ceilândia. Segundo a apuração, eles estavam foragidos havia cerca de seis meses e foram encontrados escondidos em uma área rural de difícil acesso em Águas Lindas de Goiás, onde tentavam escapar do cumprimento de mandados de prisão preventiva.

A investigação conduzida pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais aponta que o trio integrava o núcleo responsável por comprar, revender e dar aparência de legalidade aos fios de cobre furtados. Na prática, eram eles que garantiam destino ao material retirado ilegalmente das ruas, permitindo a circulação do dinheiro obtido com os crimes em uma engrenagem que, segundo a polícia, já operava de forma interestadual.

Essa nova etapa da operação mira justamente esse elo financeiro do esquema. A linha de investigação é que o furto de cabos não se sustenta apenas com quem corta e leva o material, mas sobretudo com quem compra, oculta a origem e recoloca a mercadoria no mercado. É esse circuito que, para a polícia, transforma ataques à rede elétrica e de telecomunicações em um negócio lucrativo e contínuo.

Na primeira fase da PowerCut, cinco investigados já tinham tido a prisão decretada, mas todos conseguiram fugir antes da chegada das equipes. Depois disso, um deles foi localizado no Maranhão. Agora, com a captura dos três escondidos em Goiás, resta um integrante ainda foragido.

A Polícia Civil sustenta que seguirá concentrando esforços nesse tipo de crime por causa dos reflexos diretos para a população. O furto e a receptação de cabos de cobre provocam prejuízos à iluminação pública, à rede de energia, aos sistemas de telecomunicação e a outros serviços essenciais que dependem dessa estrutura para funcionar.

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