Câncer de intestino já é o terceiro mais comum no DF

Foto: Foto/Freepik

O câncer colorretal, também chamado de câncer de intestino, continua entre os principais desafios da oncologia no Distrito Federal. A doença, que atinge o cólon ou o reto, já aparece como o terceiro tipo de câncer mais frequente na capital, atrás apenas dos tumores de mama e de próstata, e exige atenção por um motivo decisivo: muitas vezes, evolui sem dar sinais claros no início.

É justamente esse caráter silencioso que torna o problema mais perigoso. Em muitos pacientes, o tumor cresce durante anos sem provocar sintomas perceptíveis, o que faz com que parte importante dos diagnósticos ainda aconteça em fases mais avançadas. No Hospital de Base, principal referência em oncologia na rede pública do DF, são registrados cerca de mil atendimentos por ano ligados à doença.

Durante o mês de março, a campanha Março Azul-Marinho tenta enfrentar esse atraso no diagnóstico com informação e incentivo à prevenção. Os dados do Instituto Nacional de Câncer mostram que o Distrito Federal tem uma taxa de incidência de 19,42 casos por 100 mil habitantes, uma das mais altas do país. O número coloca a capital na sexta posição nacional nesse tipo de ocorrência.

Entre os fatores que mais aumentam o risco estão hábitos que já se tornaram comuns na rotina urbana: consumo frequente de ultraprocessados, bebida alcoólica em excesso, tabagismo, sedentarismo e obesidade. Na prática, isso significa que a prevenção não depende apenas de exames, mas também de escolhas cotidianas ligadas à alimentação, à atividade física e ao acompanhamento regular da saúde.

A orientação geral é que a investigação preventiva comece a partir dos 45 anos, com periodicidade definida pelo médico conforme histórico familiar, sinais clínicos e fatores de risco de cada paciente. Quando surgem sintomas suspeitos, o primeiro passo deve ser procurar uma Unidade Básica de Saúde.

É pela Atenção Primária que o paciente entra na rede pública. Nessa fase inicial, a equipe de saúde faz a avaliação, solicita exames quando necessário e, diante de indícios mais relevantes, encaminha o caso para atendimento especializado. Se houver necessidade de acompanhamento de maior complexidade, o acesso ocorre por meio da regulação, que pode direcionar o paciente para unidades de referência como o Hospital de Base.

A principal mensagem da campanha é simples: no câncer colorretal, esperar o sintoma aparecer pode significar chegar tarde. Informação, prevenção e exame no tempo certo continuam sendo as ferramentas mais eficazes para reduzir o impacto da doença.

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