Em assembleia realizada nesta quarta-feira (18/3), professores da rede pública do Distrito Federal decidiram não iniciar uma greve. Com isso, as aulas seguem normalmente nas escolas.
O encontro, promovido pelo Sindicato dos Professores no Distrito Federal, foi o primeiro de 2026 e durou cerca de quatro horas. Pela primeira vez, a votação ocorreu de forma eletrônica. Durante a reunião, a categoria aprovou um calendário de mobilizações voltado a reivindicações como a reestruturação da carreira.
Uma nova assembleia já está marcada para o dia 23 de março, quando os professores devem atualizar as pautas e dar continuidade às negociações. Além disso, a categoria prevê participação em uma paralisação nacional no dia 15 de abril, com suspensão pontual das atividades.
Entre os principais temas debatidos está a reestruturação da carreira. De acordo com o sindicato, há expectativa de uma reunião com a Secretaria de Educação do Distrito Federal na próxima semana para discutir as demandas. Os professores pedem mudanças como a redução do número de padrões para aposentadoria, antecipação do tempo de progressão, aumento da valorização anual e inclusão de gratificações no plano de carreira.
A categoria defende mais investimentos na estrutura das escolas, ampliação de salas de aula e melhorias na educação especial, com equipes mais preparadas para atender os estudantes.
Outro ponto levantado foi o funcionamento da plataforma Educa-DF. Segundo os professores, o sistema tem apresentado falhas frequentes, principalmente devido à falta de acesso adequado à internet nas escolas, o que dificulta o registro das atividades.
Representantes do sindicato afirmaram que a melhoria da conectividade é essencial para o bom funcionamento da ferramenta e para o trabalho dos docentes no dia a dia.







