O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o caso do Banco Master teve origem no governo de Jair Bolsonaro (PL) e na gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central. A declaração foi feita durante um evento do PT que marcou o lançamento da pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo.
No discurso, Lula reagiu às tentativas, segundo ele, de vincular o escândalo ao atual governo e ao Partido dos Trabalhadores. Ao tratar do tema, o presidente elevou o tom e disse: “Vira e mexe, eles estão tentando empurrar as costas do PT e do governo esse Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sob pedra para a gente apurar tudo o que fizeram dando um roubo de 50 bilhões nesse país. Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que somos nós”.
Lula também tentou situar politicamente o nascimento da instituição financeira e responsabilizou a antiga condução do Banco Central pelo reconhecimento do banco. Em outro trecho, afirmou: “É uma obra deles. Esse banco nasceu em 2019. No começo do ano, o ex-presidente do Banco Central, o Willa, ou seja, negou o reconhecimento do Banco Massa. Quem reconheceu em setembro de 2019 foi o Roberto Campos. E todas as falcatruas foram feitas por ele. Então, nós temos que ir a fundo”.
A fala do presidente insere o caso Banco Master no embate político entre governo e oposição. Ao mesmo tempo em que tenta afastar o desgaste do atual mandato, Lula procura associar a origem do problema ao período anterior e reforçar o discurso de que a apuração precisa avançar até o fim.
Mais do que uma resposta pontual, a declaração mostra que o Planalto vê no caso um risco político e já trabalha para definir publicamente de quem seria a herança do escândalo.










