Uma transferência de R$ 250 mil feita pela J&F para uma empresa criada recentemente pelo filho do deputado federal Arthur Lira (PP-AL) entrou no radar do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O pagamento, realizado pouco tempo depois da abertura da empresa, foi classificado pelo órgão como uma movimentação atípica.
Segundo as informações divulgadas, o alerta foi gerado porque a operação não envolvia fornecedores com atividade econômica compatível com a da J&F. Esse desencontro entre o perfil da empresa pagadora e o da empresa recebedora levou a transação a ser destacada no relatório.
A defesa ligada ao deputado informou que o filho de Arthur Lira atua com serviços de publicidade e marketing e mantém outros clientes corporativos. A versão apresentada é a de que o valor recebido teve origem em prestação regular de serviço.
A J&F também se manifestou. Em nota, a holding afirmou que seus pagamentos correspondem a produtos ou serviços efetivamente entregues, sempre com emissão de nota fiscal e recolhimento dos tributos devidos.
O caso agora ganha repercussão porque une três elementos sensíveis: a origem do pagamento, o momento em que a empresa foi aberta e o alerta formal emitido pelo Coaf. Embora o relatório aponte a operação como incomum, a apuração sobre o contexto e a natureza do repasse é o que definirá o peso real da movimentação.









