Na quinta-feira (20/03), em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vai suspender por 10 dias os ataques às usinas de energia do Irã, após um pedido de Teerã. Segundo ele, as conversas para encerrar a guerra estariam avançando, embora o governo iraniano ainda trate com resistência a proposta americana.
A trégua anunciada por Trump foi apresentada como uma pausa temporária até a segunda-feira (06/04). Ao mesmo tempo em que falou em negociação, o presidente manteve o discurso de pressão e disse que o Irã terá de aceitar exigências dos Estados Unidos para evitar uma nova escalada.
Entre os pontos colocados na mesa, está a abertura do Estreito de Ormuz, área estratégica para a circulação de petróleo. Também entram na proposta o desmonte do programa nuclear iraniano, a contenção dos mísseis e o controle efetivo da rota marítima, hoje tratada como peça central da crise.
O impasse sobre o estreito ganhou novo peso nos bastidores. Segundo o conteúdo das imagens, embarcações de alguns países já começaram a atravessar a região após coordenação diplomática com o Irã, o que sinaliza uma flexibilização parcial para determinadas bandeiras.
As tratativas, porém, seguem longe de um acordo fechado. Uma autoridade iraniana citada no material afirma que a proposta de 15 pontos enviada por Washington foi analisada por lideranças do país, mas ainda é vista com desconfiança por atender, na avaliação deles, mais aos interesses dos Estados Unidos e de Israel.
Enquanto isso, a guerra continua pressionando a economia global. O petróleo chegou a US$ 108 por barril, as bolsas recuaram e setores ligados a plásticos, tecnologia, varejo e turismo sentiram o efeito da incerteza. O conflito também já afeta o transporte marítimo de combustível e encarece insumos como fertilizantes.











