O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em reunião ministerial, nesta terça-feira (31/3), que a substituição de titulares de algumas pastas – ministros que deixam os cargos para disputar as eleições, o que é exigido pela Lei Eleitoral – não vai comprometer o funcionamento da máquina. Lula explicou que haverá uma continuidade nos ministérios, com integrantes das equipes atuais. “Nós temos muita coisa para concluir até o dia 31 de dezembro.”
Lula explicou sua decisão: “Tomei como decisão não ficar colocando ministro novo. Nós temos uma máquina funcionando há 3 anos e 4 meses. Ela está funcionando. Eu não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. Não tem novo programa de governo. A máquina está em andamento, ela tem que continuar andando. Nós temos muita coisa para concluir até o dia 31 de dezembro”.
O presidente agradeceu a colaboração de toda a equipe do primeiro escalão e disse ter muito orgulho e gratidão por todos os ministros. Segundo ele, é legítima a decisão de qualquer companheira ou companheiro de disputar a eleição e tentar construir um projeto político melhor para o país.
Lula relembrou quando assumiu o governo, citando ministérios desmontados e políticas desarticuladas pelo governo anterior do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O país foi montado [na gestão de Jair Bolsonaro] para não funcionar, e todos vocês sabem como é que vocês encontraram [os ministérios]. E hoje esse país está montado para funcionar.”
“Não tenho dúvida nenhuma que nós fizemos infinitamente mais [do que o governo anterior], com mais precisão, com melhor qualidade no objetivo de atender os interesses do povo brasileiro. Vocês sabem que não foi facil remontar o ministério de vocês”, recordou o presidente.
Lula confirmou que, até o momento, 14 ministros já tinham oficialmente confirmado o desligamento das pastas. Mas como o prazo de desincompatibilização (exigência legal para desligamento de cargos) é até 4 de abril, pode haver uma elevação do número.









