Homem que matou ex-mulher e levou corpo para delegacia no DF vira réu

Foto: Reprodução

A Justiça do Distrito Federal recebeu a denúncia do Ministério Público do DF (MPDFT) contra Wellington de Rezende Silva, acusado de matar a ex-companheira Luana Moreira, de 41 anos. Com a decisão, ele passa à condição de réu e responderá pelo crime de feminicídio.

De acordo com o processo, há indícios suficientes de autoria e materialidade para a abertura da ação penal. O juiz destacou que, neste momento, não há análise definitiva sobre a culpa do acusado, mas sim a verificação de elementos mínimos para dar continuidade ao caso. A apuração completa dos fatos ocorrerá durante o andamento do processo, com direito à defesa.

Segundo a denúncia, o crime aconteceu no dia 9 de março, nas proximidades de um galpão abandonado, na altura do km 17 da DF-128, em Planaltina. O Ministério Público aponta que o homem agiu com intenção de matar, utilizando esganadura e golpes de faca contra a vítima.

A acusação também indica que o crime teria sido motivado por sentimento de posse e inconformismo com o fim do relacionamento. Ainda conforme o MPDFT, houve uso de meio cruel, já que a vítima foi agredida e deixada sem socorro, além de recurso que dificultou a defesa, pois ela teria sido levada para dentro de um carro, onde teve menos chances de reagir.

Após o crime, o homem foi até a 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina, e informou aos policiais que havia matado a ex-companheira. Ele indicou que o corpo estava dentro de um veículo estacionado no local. Equipes da delegacia constataram que a mulher já estava sem sinais vitais, e o óbito foi confirmado pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros.

Ainda segundo as investigações, o acusado teria feito chamadas de vídeo usando o celular da vítima para mostrar o corpo a outras pessoas, afirmando ter cometido o crime por ciúmes.

Wellington, de 43 anos, que trabalha como motorista de aplicativo, foi preso em flagrante e segue detido preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda. Caso seja condenado, a pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão.

O casal manteve um relacionamento por cerca de 20 anos e tinha dois filhos.

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