O menino de 10 anos que havia sido reanimado após sofrer uma parada cardiorrespiratória em casa, no Guará, não resistiu e morreu neste domingo (05/04), no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). A morte foi confirmada pela família nas redes sociais.
O caso começou na manhã de sábado (04/04), quando a criança passou mal em casa. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 8h e enviou quatro viaturas e um helicóptero de resgate. Ao chegarem, as equipes encontraram o menino em parada cardiorrespiratória e iniciaram as manobras de reanimação, que duraram cerca de 30 minutos, conseguindo restabelecer os sinais vitais.
Após ser estabilizado, ele foi encaminhado por uma unidade do Samu ao HMIB, unidade de referência em atendimento pediátrico no Distrito Federal. Apesar dos esforços médicos, o estado de saúde se agravou e o menino morreu no dia seguinte.
A criança, identificada como Lorenzo Rosal Cavalcanti Santos Oliveira, tinha diagnóstico de autismo e Síndrome de Dravet, uma forma rara e incurável de epilepsia que se manifesta na infância. No entanto, não há confirmação sobre a relação entre a condição e a parada cardiorrespiratória.
Inicialmente, a mãe chegou a anunciar nas redes sociais a intenção de doar os órgãos do filho, como forma de manter vivo o legado do menino. Em uma das publicações, ela escreveu que “uma parte de você vai salvar outras vidas” e destacou que ele “era luz”.
No entanto, a família informou posteriormente que a doação não pôde ser realizada. Segundo os pais, o quadro clínico da criança se agravou durante as tentativas de estabilização, o que comprometeu os órgãos e inviabilizou o procedimento. Eles relataram ainda que houve sangramentos e que o menino não permaneceu estável pelo tempo necessário para atender aos protocolos exigidos para a doação.
O Centro de Ensino Especial 01 do Guará, onde Lorenzo estudava, também publicou uma mensagem de pesar, lamentando a morte e prestando solidariedade à família, amigos e colegas.







