Mãe do menino Henry Borel é ré pela morte da criança em março de 2021, Monique Medeiros se entregou à polícia nesta segunda-feira (20), três dias após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que ela voltasse à prisão enquanto aguarda o julgamento do caso. Monique se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia (DP), em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
No sábado (18), um dia após proferir a decisão que ordenou o retorno de Monique à prisão, o ministro ainda rejeitou o recurso apresentado pela defesa dela e manteve a ordem de prisão preventiva.
Em março, a mãe de Henry tinha sido beneficiada por uma decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, que determinou a soltura de Monique após o julgamento da morte da criança ter sido suspenso em razão de a defesa do ex-vereador Jairinho, padrasto da criança e outro réu do caso, ter abandonado o plenário do Tribunal do Júri.
Na ocasião, a magistrada remarcou o julgamento para 25 de maio e considerou a manobra dos advogados de Jairinho “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”. O menino de 4 anos morreu com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
Jairinho, que era vereador do Rio de Janeiro à época do ocorrido, e Monique foram presos em abril de 2021, mês seguinte à morte de Henry. Ela chegou a ser solta após uma decisão da Justiça em 2022, mas voltou a ser presa após decisão do Supremo Tribunal Federal, em 2023. O ex-vereador, por sua vez, segue preso há cinco anos.










