Justiça torna réu homem que matou ex-companheira na frente do filho no DF

Foto: Reprodução

A Justiça do Distrito Federal tornou réu Elenilton Pereira Bezerra, de 36 anos acusado de matar a ex-companheira, também de 36, Bruna Stephanie Brandão, em um crime ocorrido no início deste mês, no Riacho Fundo II. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e aceita pelo Judiciário.

De acordo com as investigações, o crime aconteceu na noite de 3 de abril, durante o feriado da Sexta-feira da Paixão. A vítima foi atingida com um golpe de faca no pescoço dentro de casa. Vizinhos chegaram a prestar socorro e a levaram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas ela não resistiu devido à grande perda de sangue.

Segundo a apuração, Elenilton saiu de Caldas Novas (GO) com a justificativa de buscar o filho do casal, de 1 ano e 8 meses. Ao chegar ao local, ele discutiu com a ex-companheira por suspeitas de que ela estaria em um novo relacionamento. Ainda conforme a denúncia, após conseguir entrar na residência, ele atacou a mulher de forma repentina, sem possibilidade de defesa.

Após o crime, o homem fugiu a pé por cerca de cinco quilômetros, mas foi localizado e preso por policiais militares nas proximidades do viaduto de Samambaia. Em depoimento à Polícia Civil, ele confessou o assassinato.

As investigações apontam que o acusado já havia feito ameaças anteriores contra a vítima, o atual companheiro dela e familiares. Mensagens enviadas por aplicativo de celular foram citadas no inquérito.

O histórico do homem inclui outros episódios de violência. Em 2022, ele ateou fogo na casa onde morava com a vítima, em Caldas Novas. Na ocasião, a mulher conseguiu uma medida protetiva por 180 dias e se mudou para o Distrito Federal com os filhos. O prazo da proteção, no entanto, não foi renovado. Já em 2023, ele se tornou réu em Goiás por lesão corporal e pelo incêndio.

Com a aceitação da denúncia, Elenilton passa a responder por feminicídio, crime que prevê pena de 12 a 30 anos de prisão, podendo ser aumentada por circunstâncias agravantes. Ele permanece preso preventivamente e deve ser julgado pelo Tribunal do Júri do Riacho Fundo.

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal.

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