O Exército Brasileiro abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta do sargento Guilherme da Silva Oliveira, que atropelou uma jovem de 20 anos no último sábado (25/4), no Riacho Fundo. Após o acidente, o militar deixou o local sem prestar socorro.
Segundo o Comando Militar do Planalto (CMP), a instituição vai colaborar com as investigações e fornecer todas as informações necessárias. Em nota, o órgão informou ainda que outro militar, que estava no carro no momento do atropelamento, também será investigado.
O sargento foi preso na noite de segunda-feira (27/4) e levado para a carceragem do Exército. No dia seguinte, a Justiça do Distrito Federal determinou a prisão preventiva após audiência de custódia. De acordo com a Polícia Civil, ele deve responder por tentativa de homicídio, entendimento que considera que o caso não se enquadra apenas nas regras do Código de Trânsito Brasileiro.
Durante depoimento, o militar afirmou que deu marcha à ré para acessar um retorno na via. No entanto, segundo as investigações, o local de retorno fica a cerca de um quilômetro de distância. Ele também disse que não prestou socorro porque estava em estado de choque e com medo de ser agredido por pessoas que estavam próximas.
A vítima, identificada como Maria Clara, foi atropelada enquanto atravessava a faixa de pedestres acompanhada de uma amiga. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o veículo dá ré em alta velocidade e atinge a jovem.
Após o atropelamento, a amiga tentou prestar socorro imediatamente. Maria Clara sofreu fraturas na bacia e no rosto e segue internada na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital particular. Uma cirurgia chegou a ser prevista, mas foi adiada devido ao estado de saúde dela.
De acordo com a família, pouco antes do acidente, a jovem esteve em um estabelecimento da região. As circunstâncias completas do caso ainda são investigadas pela Polícia Civil do Distrito Federal.














