Nesta terça-feira (12/05), uma auxiliar de consultório foi presa suspeita de dopar a própria chefe e desviar R$ 93 mil por Pix dentro de um consultório odontológico em Brasília.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apura o caso por meio da 5ª Delegacia de Polícia, na Área Central. A investigação começou depois que a vítima, uma profissional da área da saúde, passou a desconfiar de episódios de sonolência, desmaios e falhas de memória que aconteciam apenas no ambiente de trabalho.
Segundo a apuração, os sintomas ocorreram entre os dias 15/04 e 20/04. No mesmo período, a vítima identificou movimentações bancárias que não reconhecia, incluindo transferências que somaram R$ 93 mil e uma tentativa frustrada de envio de mais R$ 16 mil.
O detalhe que ajudou a revelar a suspeita estava na rotina do consultório. A vítima costumava beber água em uma garrafa própria e pedia à auxiliar que a reabastecesse quando o recipiente ficava vazio.
Durante as diligências, a funcionária confessou que colocava comprimidos de medicamento controlado na água da chefe. Ainda de acordo com a PCDF, ela admitiu que aproveitava os momentos em que a vítima estava sob efeito da substância para acessar o celular, usar a senha bancária e realizar as transferências.
Os valores, segundo a investigação, foram enviados inicialmente para a conta de uma terceira pessoa e depois repassados de forma parcelada à principal suspeita. A polícia apura o grau de participação dessa segunda envolvida e o destino final do dinheiro.
A 5ª DP pediu mandados de busca e apreensão em endereços ligados às investigadas, além do bloqueio de valores até o limite de R$ 93 mil, na tentativa de recuperar o prejuízo.
O caso é investigado, em tese, como roubo mediante violência imprópria, por causa da redução da capacidade de resistência da vítima com uso de substância, além de furto mediante fraude em eventuais transações feitas sem dopagem.







