Com manhãs mais frias, tardes secas e maior circulação de vírus respiratórios, o Distrito Federal entra em um período que exige atenção redobrada das famílias com crianças pequenas, especialmente aquelas com asma, deficiência ou histórico de prematuridade.
O risco não está apenas no desconforto causado pelo ar seco. Entre março e julho, infecções respiratórias costumam circular com mais força e podem evoluir rapidamente em crianças cujo sistema imunológico ainda está em formação.
O alerta aparece nos números da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Em 2025, foram registrados mais de 8,4 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desse total, 3.871 diagnósticos foram em bebês com menos de 1 ano, faixa etária que também concentrou 15 mortes.
Especialistas apontam que bebês prematuros e crianças menores de 2 anos estão entre os grupos que mais precisam de vigilância. Nessa fase, o organismo ainda tem menor capacidade de resposta contra vírus, o que pode fazer um quadro aparentemente simples se agravar em pouco tempo.
Para crianças asmáticas, o cuidado precisa ser ainda mais constante. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), infecções respiratórias virais estão entre os principais fatores que desencadeiam crises de asma. O rinovírus é um dos mais frequentes, mas a influenza também pode piorar os sintomas e aumentar o risco de complicações.
Um sinal importante para os pais é a resposta ao tratamento. Quando a criança tem asma e apresenta uma crise leve, a tendência é de melhora nas primeiras 24 horas com a medicação indicada pelo médico. Se isso não acontecer, ou se houver falta de ar, cansaço intenso, febre persistente ou piora da respiração, a recomendação é procurar atendimento.
A vacinação contra a influenza segue como uma das principais formas de proteção. Crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias fazem parte do público prioritário da campanha.
Além da imunização, medidas simples ajudam a reduzir riscos: manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral, reforçar a higiene das mãos e manter acompanhamento médico regular, principalmente no caso de crianças asmáticas ou com maior vulnerabilidade.
Confira os locais onde a vacina está disponível (Clique aqui).







