A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou que acompanha três casos suspeitos de hantavírus, doença rara, mas considerada grave, que pode evoluir rapidamente quando não identificada a tempo.
Segundo a pasta, os pacientes começaram a apresentar sintomas em abril. Os casos seguem em investigação clínica, epidemiológica e laboratorial, conforme os protocolos de vigilância em saúde.
A principal suspeita de exposição está ligada a ambientes onde há maior possibilidade de contato com roedores silvestres ou seus resíduos, como áreas rurais, locais com vegetação densa, galpões, depósitos, paióis e casas abandonadas.
A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas por urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A prevenção se baseia em evitar contato com esses animais e com seus resíduos, especialmente em locais fechados e pouco ventilados.
No início, os sintomas podem parecer comuns a outras infecções: febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor lombar, dor abdominal e sintomas gastrointestinais. Em casos mais graves, pode haver falta de ar, tosse seca, queda de pressão e evolução para comprometimento pulmonar e cardiovascular.
O diagnóstico depende de avaliação médica e exames laboratoriais específicos. Segundo o Ministério da Saúde, a confirmação é feita principalmente por sorologia, com testes disponíveis na rede pública de laboratórios para confirmar ou descartar os casos suspeitos.
Para reduzir riscos, a orientação é manter casas, depósitos e galpões limpos e ventilados, evitar acúmulo de entulho, armazenar alimentos em recipientes fechados e não varrer locais suspeitos a seco, já que a poeira pode espalhar partículas contaminadas.
Quem tiver sintomas após contato recente com área rural, vegetação densa ou ambientes com sinais de roedores deve procurar atendimento de saúde e informar esse histórico ao profissional.






