Uma mulher foi presa junto com o companheiro pela morte de um homem em Taguatinga Sul. O crime aconteceu no último domingo (10), dentro de um carro, onde Maria Elane da Silva Morais, de 28 anos, estava com a vítima, Johnes Madureira de Jesus, de 35 anos.
Segundo depoimento prestado à polícia, Maria, que é garota de programa, afirmou que havia combinado o programa no valor de R$ 150, mas o cliente teria transferido inicialmente apenas R$ 50 via Pix. Ela contou que aceitou o valor por medo de confusão, já que já estava dentro do veículo.
A mulher relatou ainda que pediu o pagamento antes do ato sexual e insistiu no uso de preservativo. De acordo com ela, Johnes teria retirado a camisinha durante a relação e usado força física contra ela. “Ele ficou empurrando minha cabeça com muita força”, declarou em depoimento.
Ainda conforme a versão apresentada por Maria Elane, após uma discussão sobre o valor do programa, ela teria sido agredida e forçada a manter uma nova relação sexual. A mulher disse que começou a gritar pedindo ajuda. Nesse momento, o companheiro dela, João Vitor Mendes Diniz, de 26 anos, apareceu e atacou a vítima.
João Vitor confessou o crime à polícia e afirmou que agiu para defender a companheira. Ele disse que ouviu os gritos da mulher e, ao se aproximar do carro, viu Johnes com uma faca na mão. O homem afirmou que entrou em luta corporal com a vítima e admitiu ter desferido mais de cinco facadas.
Após o crime, o casal fugiu levando o carro da vítima e seguiu para um hotel em Ceilândia. Os dois foram localizados e presos por policiais militares do 8º BPM. O corpo de Johnes foi abandonado embaixo de um caminhão.



Em depoimento, João Vitor contou que trabalha em um bar na região e que costumava acompanhar a mulher nos encontros após ela relatar medo de alguns clientes. Segundo ele, ficou observando de longe enquanto Maria estava dentro do veículo com a vítima.
Câmeras de segurança registraram o momento em que Johnes foi atacado pelas costas. A vítima trabalhava como vendedor. Conforme informações do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), havia um processo por roubo majorado registrado no nome dele.
A defesa dos envolvidos não havia sido localizada até a última atualização do caso.






