O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve na casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na tarde de quarta-feira (13).
Em entrevista, o parlamentar afirmou que o ex-chefe do Executivo o orientou a “ficar firme” e descartou a possibilidade de lançar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como candidata ao Palácio do Planalto.
“Estive com meu pai à tarde nesta quarta. Antecipei a ele que iriam explorar, de forma pejorativa e mentirosa, a questão do filme sobre a vida dele. Ele me disse pra ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos. Errado seria usar dinheiro público para isso, como faz o PT em prol de seu projeto de poder. Disse ainda que não existe nenhuma possibilidade de Michellle ser candidata à Presidência, como alguns veículos de comunicação começaram a ventilar”, declarou Flávio.
De acordo com os documentos citados pela publicação, Vorcaro teria se comprometido a repassar 24 milhões de dólares (na época R$ 134 milhões). As informações indicam que cerca de 10,6 milhões de dólares foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis transferências relacionadas ao projeto.
Segundo a reportagem, Flávio enviou uma mensagem a Vorcaro pelo WhatsApp em 16 de novembro de 2025. No texto, o senador escreveu: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.
Um dia depois da conversa, Daniel Vorcaro foi preso ao tentar deixar o país. Ele é suspeito de envolvimento em um esquema que teria causado um prejuízo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Após a prisão, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master.
Ao se pronunciar sobre o caso, o congressista afirmou que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e “quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”. Disse ainda que o contato foi retomado quando houve “atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”.
“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, argumentou.








