Entre janeiro e maio de 2026, a rede pública do Distrito Federal registrou uma queda nos atendimentos por síndromes gripais, em um cenário que combina vacinação, orientação à população e busca mais rápida por atendimento nas unidades de saúde.
Segundo dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), foram 82,7 mil atendimentos por síndromes gripais nos cinco primeiros meses deste ano. No mesmo período de 2025, haviam sido 140,7 mil registros. A redução foi de 41,1%.
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também recuaram. Na comparação entre os dois períodos, a queda foi de 24%, indicador importante porque a SRAG reúne quadros respiratórios mais graves, que podem exigir internação e acompanhamento mais próximo.
A diminuição ocorre em meio à campanha de vacinação contra doenças respiratórias e ao reforço das orientações sobre sinais de alerta. A imunização contra a influenza é atualizada todos os anos, conforme os vírus em circulação.
Em 2026, a campanha começou em março, voltada aos grupos prioritários. Entre eles estão crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos a partir dos 60 anos, pessoas com comorbidades ou deficiência, trabalhadores da saúde, professores e outros públicos com maior risco ou exposição.
Apesar da queda nos atendimentos, a chegada do período seco no DF exige atenção redobrada. Nesta época, a baixa umidade pode irritar as vias respiratórias, favorecer crises alérgicas e agravar sintomas em crianças, idosos e pessoas com asma, rinite ou outras doenças respiratórias.
Para reduzir riscos, a orientação é manter a vacinação em dia, beber bastante água, evitar locais fechados e pouco ventilados, lavar as mãos com frequência, não compartilhar objetos pessoais e procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) diante de sinais como febre persistente, falta de ar, cansaço intenso ou piora da respiração.








