O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes intimou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar sobre um pedido para investigar as ligações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do ex-presidente Jair Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro para custear sua atuação nos EUA. O prazo para manifestação é de 5 dias.
O pedido foi protocolado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) em ação na qual Eduardo é réu por suposta coação no julgamento por tentativa de golpe de Estado que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Lindbergh argumentou que o escopo da ação deve ser ampliado para abranger uma suposta conexão entre o financiamento do filme Dark Horse, e a atuação de Eduardo nos Estados Unidos. O site Intercept Brasil divulgou, no último dia 13 de maio, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria pedido a Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme e que cerca de R$ 61 milhões foram pagos.
O site divulgou também que Eduardo aparece formalmente como um dos responsáveis pela gestão financeira do filme. O documento, assinado em janeiro de 2024, define Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) como produtores-executivos do longa-metragem ao lado da empresa americana GoUp Entertainment.
A Polícia Federal (PF) abriu uma linha de investigação para apurar se os recursos teria sido repassados para um fundo sediado no Texas ligado a Eduardo e usado para custear a permanência dele no país, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia bloqueado contas e dificultado o recebimento de recursos nos EUA.
O fundo tem como agente legal o escritório Law Offices of Paulo Calixto PLLC, de Paulo Calixto, advogado próximo a Eduardo.










