PCDF desmonta estruturas clandestinas de mineração de criptoativos no DF

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Investigação apura furto de energia elétrica em área rural; locais tinham ligações clandestinas de alta tensão e equipamentos preparados para operar máquinas de moedas digitais

Nesta quinta-feira (28/05), duas estruturas clandestinas usadas para mineração de criptoativos foram desmontadas em áreas rurais de São Sebastião, no Distrito Federal.

A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 30ª Delegacia de Polícia, em conjunto com equipes da Neoenergia Brasília. O foco da operação foi combater o furto de energia elétrica usado para alimentar equipamentos de alto consumo.

As equipes foram a dois endereços previamente mapeados pela investigação. Nos locais, policiais e técnicos identificaram ligações clandestinas de alta tensão, conhecidas como “gatos”, montadas para abastecer estruturas voltadas à mineração de moedas digitais.

Quando os agentes chegaram, os computadores usados na atividade já haviam sido retirados. Mesmo assim, os imóveis ainda guardavam sinais da operação clandestina.

Foram encontrados sistemas de arrefecimento, cabeamento de rede estruturado e instalações elétricas robustas, compatíveis com o funcionamento de máquinas de alto desempenho.

Em um dos endereços, havia um rack projetado para abrigar 44 máquinas de mineração resfriadas a água. Em outro ponto vistoriado, as autoridades apreenderam um transformador de 500 kVA.

A mineração de criptoativos exige grande consumo de energia elétrica. Segundo a investigação, a suspeita é de que os responsáveis tenham usado ligações clandestinas para reduzir custos e manter a operação funcionando de forma irregular.

Até o momento, ninguém foi preso. A Neoenergia interrompeu o fornecimento irregular de energia nos locais.

A PCDF agora trabalha para identificar e intimar os proprietários e arrendatários das terras onde as estruturas foram encontradas.

Os investigados poderão responder por furto de energia. A apuração também deve avançar para verificar possíveis crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A operação contou com apoio da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da PCDF, além de peritos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto de Identificação (II), responsáveis pela coleta de provas técnicas nos imóveis.

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