Duas mulheres são presas no Entorno suspeitas de participar de esquema de adoção ilegal

Reprodução / PCGO

A Polícia Civil de Goiás prendeu duas mulheres suspeitas de envolvimento em um esquema de adoções ilegais de crianças no Distrito Federal e Entorno. As investigadas têm 36 e 45 anos e foram detidas em Novo Gama (GO).

Segundo a investigação, a mulher de 36 anos é suspeita de ter entregue quatro filhos para adoção fora dos procedimentos legais. Já a outra presa seria responsável por cuidar das crianças até encontrar pessoas interessadas em ficar com elas.

De acordo com a delegada Wanessa Mariano, responsável pelo caso, as quatro crianças foram entregues em momentos diferentes. Duas delas, um menino e uma menina, passaram a viver com a mesma família em São Paulo. Outra menina mora atualmente em Taguatinga, no Distrito Federal, enquanto a quarta criança reside em Pirenópolis, Goiás.

A polícia apura a possibilidade de que tenha havido pagamento pelas crianças, mas, até o momento, não há comprovação. As suspeitas e as famílias que receberam os menores negaram qualquer negociação financeira.

Durante as investigações, a mãe afirmou que os filhos haviam sido entregues a parentes do pai das crianças. No entanto, segundo a polícia, as pessoas que ficaram com os menores negaram possuir qualquer vínculo familiar com os pais biológicos e relataram que conheceram as crianças por intermédio de terceiros.

Ainda conforme a delegada, a prisão foi solicitada após os investigadores identificarem supostas contradições nos depoimentos e indícios de tentativas de alinhar versões entre testemunhas e investigadas.

A investigação começou depois que o pai de uma das crianças procurou a polícia alegando não ter contato com a filha. A partir das apurações, equipes do Conselho Tutelar e do Fórum de Novo Gama realizaram visitas relacionadas ao caso.

Em uma dessas diligências, uma bebê foi encontrada dentro da residência das suspeitas. Segundo a polícia, as mulheres afirmaram que a criança seria filha de uma vizinha, mas não apresentaram documentos nem informaram a identidade da mãe. A bebê foi encaminhada ao Conselho Tutelar.

A Polícia Civil também investiga a possível participação de uma terceira pessoa no esquema. O caso segue sob apuração.

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