Alerta falso com aviso “misantropi4” chega a celulares pelo Brasil

Foto: Reprodução

Na noite desta sexta-feira (19/06), celulares de moradores, de Curitiba, DF, São Paulo e RJ, emitiram um alerta sonoro semelhante aos avisos oficiais de emergência da Defesa Civil. A mensagem, no entanto, não partiu do órgão estadual, que negou o envio e informou não haver previsão de evento severo para a cidade.

O episódio chamou atenção porque o aviso apareceu com características parecidas às dos alertas reais: som alto, interrupção do uso do aparelho e sensação imediata de urgência. Nas redes sociais, usuários relataram susto ao receber a notificação fora de contexto.

Segundo registros divulgados pela imprensa, a mensagem trazia apenas a palavra “misantropia”. O termo, que não tem relação com alertas meteorológicos ou orientações de proteção civil, reforçou a suspeita de que o disparo não fazia parte de uma comunicação oficial.

A Defesa Civil do Paraná informou que não enviou o alerta e que acionou a Defesa Civil Nacional e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para apurar o caso. Até a última atualização consultada, a origem do disparo não havia sido esclarecida.

O caso ocorre em meio à ampliação do sistema Defesa Civil Alerta, ferramenta criada para enviar avisos emergenciais diretamente aos celulares de pessoas localizadas em áreas de risco. O serviço usa transmissão pela rede de telefonia celular e pode exibir mensagens sobrepostas à tela do aparelho. Em casos extremos, também pode emitir sinal sonoro semelhante a uma sirene, mesmo com o celular no modo silencioso.

A diferença é que, em alertas oficiais, o conteúdo deve estar ligado a risco real e trazer orientação objetiva de proteção, como em casos de alagamentos, enxurradas, deslizamentos, vendavais ou outros desastres. A definição do conteúdo e do momento do envio cabe aos órgãos de Defesa Civil responsáveis pela área afetada.

Não é a primeira vez que mensagens semelhantes geram preocupação. Em 2025, a Defesa Civil Nacional informou que avisos recebidos por moradores de São Paulo não haviam sido enviados pela Interface de Divulgação de Alertas Públicos, e a Anatel também foi acionada para analisar o caso.

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