A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Parasitas. O objetivo é investigar um esquema de descontos associativos que seriam feitos sem autorização em contas de aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, três mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais. Segundo o diretor da Divisão de Defraudações e Falsificações, delegado Henry Galdino, três servidores do Banco de Brasília (BRB) foram alvo da operação.
“Eles não estão indiciados porque não tivemos mandado de prisão para eles, então, não posso afirmar no atual estágio da investigação que eles estão efetivamente envolvidos”, afirma o delegado.
O BRB afastou os três servidores de suas funções. Em nota, o banco informou que o afastamento é uma medida administrativa e permanecerá em vigor até a conclusão das investigações e a apuração de eventual responsabilidade dos funcionários.
Segundo o BRB, a investigação teve início após notícia de crime encaminhada pelo próprio banco às autoridades policiais após identificar irregularidades em movimentações financeiras e indícios de descumprimentos de normas internas de compliance.
A instituição ainda ressaltou que os fatos investigados não têm relação com a atual administração do banco e afirmou que eventuais irregularidades serão tratadas com o rigor previsto nos procedimentos internos.
De acordo com a Polícia Civil, os descontos eram feitos por associações sem que os beneficiários autorizassem. A estimativa é que mais de 3.500 contas foram afetadas pelos descontos médios de R$ 40, com prejuízo inicial estimado em mais de R$ 5 milhões.
De acordo com o delegado, os descontos já foram cessados a pedido do Ministério Público do Distrito Federal, desde a última semana.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, informou por redes sociais que o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, foi orientado a contratar uma auditoria para investigar as supostas fraudes, além de iniciar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por meio da secretaria de Economia.
“O objetivo é ir atrás dos recursos retirados dos servidores e pensionistas do GDF. Determinei, ainda, que a PGDF busque meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos”, declarou.







