GDF na Sua Porta oferece 600 vagas de castração gratuita em São Sebastião

Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília

O frio da manhã não impediu que tutores chegassem cedo ao GDF na Sua Porta, em São Sebastião, nesta quarta-feira (1º), para garantir uma vaga de castração gratuita para cães e gatos. A ação da Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF) integra a programação do programa na cidade e oferece 600 vagas ao longo da semana, com distribuição de 120 senhas por dia.

Nesta edição, são 180 vagas para cadelas, 180 para cachorros, 120 para gatos e 120 para gatas. O atendimento começou na segunda-feira (30) e segue até sexta-feira (4), dentro da programação do GDF na Sua Porta em São Sebastião.

O cadastro é feito presencialmente, por ordem de chegada. As senhas começam a ser distribuídas às 6h. Depois, os tutores seguem para o espaço da Sepan-DF, onde fazem o agendamento e escolhem a data para levar o animal a uma das clínicas credenciadas pela secretaria. Para participar, é preciso morar no Distrito Federal, apresentar comprovante de residência e ter cadastro na plataforma CRIA. Cada CPF dá direito ao cadastro de um animal.

“Em todas as edições [do GDF na Sua Porta] nós estamos disponibilizando 600 vagas, sendo 120 vagas por dia. A população vem para o evento, fica na fila, recebe a senha e segue para o atendimento da Sepan-DF. Logo após a inscrição, a pessoa já sai daqui com o dia, o horário e a clínica onde será feita a castração”, explicou a subsecretária de Bem-Estar Animal, Joseane Araújo Feitosa Monteiro.

Desde a primeira edição do GDF na Sua Porta, a Sepan-DF ofertou 3.409 vagas de castração por meio do programa. Desse total, 1.826 cirurgias já foram feitas em clínicas credenciadas, com investimento de cerca de R$ 570 mil até o momento.

A castração é uma das principais medidas de controle populacional de cães e gatos. O procedimento ajuda a evitar ninhadas indesejadas, reduz o número de animais em situação de abandono e contribui para o controle de zoonoses. Também diminui riscos de fugas, atropelamentos, brigas por território e contato com animais de rua.

Além da cirurgia, o serviço inclui hemograma e anestesia intravenosa. Para tutores com inscrição ativa no Cadastro Único, o Castra DF fornece anestesia inalatória quando o médico-veterinário entende que ela é necessária. Os animais também recebem microchip, usado para cadastramento na plataforma CRIA.

A castração também tem efeito direto na saúde dos animais. Em fêmeas, reduz as chances de tumores de mama e elimina o risco de piometra, uma infecção uterina grave. Em machos, diminui o risco de câncer de testículo. O procedimento ainda contribui para reduzir a transmissão de doenças como esporotricose, FIV e FeLV, ao diminuir o contato com animais não monitorados.

De acordo com Joseane, a ação também atende protetores independentes e tutores que cuidam de animais resgatados das ruas. “É um processo importante para a prevenção de doenças, para diminuir fugas e para reduzir o abandono. A gente faz esse trabalho em parceria com a população, com os tutores e com os protetores dos animais”, afirmou.

Cuidados antes e depois da cirurgia

Após o cadastro, o tutor precisa entrar em contato com a clínica indicada para receber as orientações pré-operatórias. No dia marcado, deve comparecer com documento de identificação com foto, comprovante de residência e cadastro ativo no CRIA. Na clínica, o tutor assina o termo de responsabilidade e autorização do procedimento. O animal passa pelo hemograma e, se não houver intercorrência no exame, segue para a cirurgia.

O médico-veterinário Anderson de Araújo, da Sepan-DF, explica que os cuidados começam antes da data marcada para a castração. “O mais importante, após a aquisição da vaga de castração, é o correto monitoramento desse animal em todo o período pré-operatório. É preciso ficar atento à data e ao horário do agendamento e, de um a dois dias antes, começar uma preparação com redução de estresse”, orienta.

Segundo o veterinário, o animal deve cumprir jejum hídrico e alimentar de cerca de 12 horas antes do procedimento. O tutor também precisa providenciar caixa de transporte, guia ou coleira, além de roupinha cirúrgica ou colar elisabetano para o pós-operatório.

Depois da cirurgia, o animal é liberado com receita e orientações para o período de recuperação, que costuma durar de dez a 15 dias. “Na receita, estarão prescritos analgésico, anti-inflamatório, antibiótico e todos os cuidados com curativos. Depois desse período, o animal volta à clínica para retirada dos pontos e avaliação final”, detalhou Anderson.

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