Um homem de 69 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na tarde da última terça-feira (30). Ele é investigado pelo estupro de sua nora, uma mulher de 55 anos que tem deficiência. A prisão faz parte da “Operação Laços Quebrados 2”, liderada pela Decrin (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência).
O homem já havia sido preso temporariamente na primeira fase da operação, no dia 22 de maio deste ano, mas foi solto após o fim do prazo legal. Ele voltou a ser detido porque os investigadores da Decrin reuniram novas provas, que levaram o Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Samambaia/DF a decretar a prisão preventiva. A polícia também descobriu durante a apuração que o idoso é usuário de crack.
De acordo com as investigações, a vítima sofreu lesões graves causadas pelo abuso e precisou ficar internada por vários dias no Hospital Regional da Ceilândia (HRC).
A autoria do crime foi descoberta graças ao depoimento da filha do próprio investigado, uma mulher de 39 anos. Ela relatou à polícia que, antes de perder a capacidade de se comunicar devido ao estado de saúde, a vítima conseguiu contar que o agressor era o seu sogro.
No momento em que os policiais civis foram cumprir o mandado de prisão, o idoso acabou sendo autuado em flagrante por outros três crimes: ameaça, perturbação do sossego e descumprimento de medida protetiva de urgência.
Essa medida protetiva havia sido expedida pela Justiça em favor da filha do investigado, que já tinha sido vítima de injúria, ameaça e violência psicológica praticadas pelo pai no contexto da Lei Maria da Penha. Após passar por audiência de custódia, o juiz converteu essa nova prisão em flagrante também em prisão preventiva, mantendo o homem detido por todos os crimes.







