Neste domingo (12/7), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu encerrar sua participação na elaboração do plano de governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa presidencial. O afastamento atinge principalmente o núcleo responsável pelas propostas de direitos humanos.
Damares havia entrado no projeto em junho, quando recebeu a tarefa de contribuir com diretrizes para mulheres, crianças, famílias e enfrentamento ao feminicídio. A previsão inicial era que as propostas fossem consolidadas antes da apresentação do programa eleitoral.
A senadora considera concluída sua contribuição nesta primeira etapa. Apesar da saída, ela não rompeu publicamente com a pré-candidatura e indicou que poderá voltar a colaborar caso Flávio seja eleito e monte uma equipe de transição.
O afastamento ocorreu depois de Damares relatar ataques nas redes sociais e ameaças contra familiares. A reação veio em meio ao desgaste público entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, de quem a senadora é próxima.
A saída acrescenta uma nova dificuldade à construção da agenda voltada ao público feminino. Damares foi ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos entre 2019 e 2022 e exerce mandato pelo Distrito Federal até 2031.
O episódio também ocorre enquanto o Republicanos evita confirmar apoio formal à candidatura de Flávio. Neste domingo, o partido informou que ainda não fechou aliança para a corrida presidencial, o que mantém aberta a posição eleitoral da legenda de Damares.
Com a decisão, a equipe de Flávio precisará reorganizar a elaboração das propostas de direitos humanos. Até o momento, não foi divulgado quem assumirá a coordenação dessa área.






