Nesta quarta-feira (5/8), a Polícia Civil prendeu o pai e a madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, encontrado morto na última segunda-feira (3/8), em Palmas (TO). As prisões ocorreram à noite, durante o avanço das investigações que apuram as circunstâncias da morte da criança.
O corpo do menino foi localizado após o pai comparecer à Central de Atendimento da Polícia Civil para comunicar o óbito. Segundo a versão apresentada por ele aos investigadores, a criança teria sido encontrada sem vida pela manhã, mas a polícia só foi acionada horas depois, sob a justificativa de que ele estaria emocionalmente abalado.
Durante a apuração, a investigação passou a analisar os laudos periciais produzidos no caso. Conforme informações divulgadas, a certidão de óbito aponta que a criança apresentava múltiplas lesões, e o documento descreve como causas da morte choque hemorrágico e neurogênico, hemorragia interna, laceração intestinal e violência sexual. A confirmação da dinâmica dos fatos, entretanto, dependerá da conclusão das investigações e dos exames periciais.
Em razão da prisão do pai, que atua como advogado, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) informou que determinou sua suspensão cautelar até a conclusão do procedimento disciplinar que será analisado pelo Tribunal de Ética e Disciplina da entidade.
O caso é investigado pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas. Testemunhas e familiares já começaram a prestar depoimento, enquanto a polícia trabalha para esclarecer a participação de cada investigado e reunir os elementos que embasarão o inquérito.
As prisões são cautelares e não representam condenação. A responsabilidade criminal dos investigados será definida ao longo do processo, com base nas provas produzidas durante a investigação.








