A atriz Laura Cardoso morreu aos 98 anos. A despedida foi anunciada pela família na madrugada desta terça-feira (18), por meio do perfil oficial da artista nas redes sociais. A causa da morte não foi informada no comunicado.
“Nossa grande estrela se despediu de nós”, diz a mensagem publicada pela família. Laura deixa uma trajetória que se confunde com a própria história da dramaturgia brasileira.
Nascida Laurinda de Jesus Cardoso, em 13 de setembro de 1927, no bairro do Bixiga, em São Paulo, ela iniciou a carreira no rádio ainda adolescente. Quando a televisão brasileira dava os primeiros passos, Laura já estava diante das câmeras: estreou na TV Tupi em 1952.
Ao longo de mais de oito décadas de trabalho, construiu personagens que atravessaram gerações. Esteve em produções como Mulheres de Areia, A Viagem, O Profeta, Caminho das Índias, Gabriela e O Outro Lado do Paraíso.
Em cada papel, Laura transformava mulheres comuns, matriarcas severas e figuras populares em personagens carregadas de verdade. Sua presença dispensava excessos: bastavam a voz firme, o olhar preciso e o domínio de cena.
A atriz também deixou sua marca no teatro e no cinema, com trabalhos reconhecidos pela crítica e diferentes premiações. Na televisão, sua última novela foi A Dona do Pedaço, exibida em 2019.
Laura nunca tratou a idade como uma despedida antecipada. Em 2025, aos 97 anos, voltou a aparecer em público durante o lançamento do curta-metragem Dona Rosinha, reafirmando a ligação que manteve com a atuação até os últimos anos de vida.
Com a morte de Laura Cardoso, o Brasil perde mais do que uma atriz veterana. Despede-se de uma artista que acompanhou o nascimento da televisão, ajudou a consolidar a teledramaturgia e permaneceu em cena tempo suficiente para se tornar memória afetiva de diferentes gerações.








