Um evento de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro terminou em uma briga entre duas candidatas do Partido Liberal (PL) no Distrito Federal no último sábado (22/8). A confusão ocorreu durante uma mobilização para receber Manoel Messias, preso pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
As envolvidas são Mariana Naime, candidata a deputada federal, e Luiza do Clezão, candidata a deputada distrital. Um vídeo gravado por uma testemunha mostra o momento em que as duas discutem e, na sequência, entram em confronto físico.
Segundo testemunhas, a confusão começou depois que Mariana apareceu no Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME), onde apoiadores aguardavam a saída de Manoel Messias, usando uma camiseta de campanha.
A presença da candidata teria causado incômodo entre pessoas que estavam no local, que teriam interpretado a atitude como uma tentativa de transformar o espaço em palanque político.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado por Luiza, a discussão começou após Edjane Cunha, mãe da candidata a distrital e viúva de Clezão, cumprimentar Mariana. Edjane teria dito que nunca havia visto a candidata naquele local.
Mariana teria interpretado a fala como uma ironia, dando início à discussão. Ainda conforme o relato registrado no documento policial, Edjane afirmou que queria saber como Mariana se sentiria caso o marido dela morresse.
Na sequência, Mariana teria avançado contra Edjane, que recuou. Depois, a candidata teria ido em direção a Luiza e a segurado com força pelos braços.
Luiza foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar exame de corpo de delito. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o caso como lesão corporal.
Mariana também procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência contra Luiza por difamação.
Em nota, Mariana afirmou que não pretende alimentar conflitos entre pessoas que, apesar das divergências, estão do mesmo lado político e passaram por situações dolorosas relacionadas aos acontecimentos de 8 de janeiro.
“Não tenho interesse em disputar quem sofreu mais, nem em transformar essa causa em uma guerra pessoal”, declarou.
A candidata disse ainda que pretende preservar seus direitos, esclarecer eventuais informações falsas sobre ela ou sua família e continuar trabalhando por quem precisa de voz.






